# Arquitetura de agentes de IA: escolha o sistema mais simples que funciona

- Author: FMKTech Team
- Published: 2025-11-06
- Reading time: 4 min
- Tags: Arquitetura de IA, Workflows, Engenharia de Software
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De um fluxo fixo a um agente autônomo: como escolher a arquitetura, definir seus limites e avaliar o resultado além de uma demonstração convincente.

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*Revisado em 4 de setembro de 2026.*

Uma arquitetura de agentes deve explicar quem decide a próxima ação, onde o estado é mantido e o que impede uma ação inválida. Um diagrama com vários ícones de modelos não basta.

Comece identificando quais decisões são previsíveis. Mantenha cálculos, permissões e regras fixas de negócio em código convencional. Use um modelo onde a interpretação agrega valor e, depois, decida se ele precisa escolher a sequência do trabalho.

## Fluxo definido ou agente?

Um workflow segue um caminho definido pela aplicação. Um agente pode escolher o próximo passo conforme o que observa. A discussão da Anthropic sobre agentes eficazes faz essa distinção e recomenda começar por abordagens simples antes de adicionar complexidade. Mais autonomia pode trazer latência, custo e oportunidades adicionais de erro. [Leia a discussão original](https://www.anthropic.com/engineering/building-effective-agents).

Extrair campos de uma solicitação, por exemplo, não exige necessariamente um agente. Validar esses campos, aplicar uma regra conhecida e encaminhar exceções para uma pessoa pode ser suficiente.

## Escolha um padrão por um motivo

Este é nosso guia prático de escolha, usando uma operação de atendimento como exemplo ilustrativo.

| Estrutura | Quando é útil | O que verificar |
| --- | --- | --- |
| Sequência fixa | As mesmas etapas valem para cada pedido: extrair, validar, redigir. | Um erro inicial não pode passar silenciosamente à etapa seguinte. |
| Roteamento | Solicitações precisam de caminhos diferentes. | Inclua uma categoria explícita para casos incertos ou não atendidos. |
| Trabalho paralelo | Verificações independentes podem ocorrer ao mesmo tempo. | Concilie divergências; opiniões duplicadas de modelos não são evidência independente. |
| Coordenador e executores | O trabalho pode ser dividido depois de examinar o pedido. | Defina responsáveis, contratos de entrada e saída e uma verificação final de integração. |
| Ciclo de avaliação | Existe um critério concreto para melhorar um rascunho. | Pare ao atingir o limite ou deixar de progredir; aprovação do avaliador não é verdade absoluta. |
| Ciclo de agente | O próximo passo depende de informação nova. | Delimite ferramentas, etapas, custo e escalonamento antes da execução. |

Essas estruturas podem ser combinadas, mas cada camada adicional deve resolver um problema demonstrado. Não acrescente executores só porque é possível paralelizar.

## Torne o estado explícito

Em uma solicitação sob investigação, mantenha o estado oficial fora da conversa: identificador, situação atual, evidências reunidas, ações propostas, aprovações e resultados registrados.

O modelo pode interpretar esse estado, mas um resumo fluente não deve substituí-lo. Se a execução reiniciar, o sistema precisa saber se uma ação aconteceu, não se uma mensagem anterior disse que provavelmente aconteceu.

Separe ações propostas de ações executadas. Uma resposta redigida, uma aprovada e uma enviada são estados distintos. Preserve um identificador entre tentativas e use o resultado registrado no sistema de destino para resolver incertezas.

## Desenhe ferramentas em torno das operações de negócio

Prefira uma ferramenta de propósito delimitado, com erros compreensíveis, a um acesso genérico. “Consultar a entrega de um pedido permitido” é mais fácil de validar do que “executar SQL arbitrário”.

Defina entradas obrigatórias, autorização, efeitos, comportamento de repetição e evidências retornadas. Torne a ausência de informação explícita, sem substituí-la por um valor plausível. O modelo deve conseguir distinguir “não encontrado”, “não permitido” e “temporariamente indisponível” quando as regras de divulgação permitirem.

Um agente pode escolher entre ferramentas disponíveis; não deve poder ampliar a própria autoridade. Veja esse limite no [guia de segurança](/pt-BR/blog/ai-agent-security-challenges).

## Avalie a tarefa completa

Monte um conjunto pequeno de casos representativos antes de otimizar prompts. Inclua solicitações normais, ambíguas, com fontes contraditórias e fora da autoridade do sistema. Reserve alguns casos para avaliação, sem usá-los no desenvolvimento.

Verifique resultado e conduta. O sistema chegou à resposta correta? Consultou uma fonte adequada, respeitou as restrições de acesso e parou quando necessário?

Meça latência de ponta a ponta e custo total, incluindo repetições e correção humana. Classifique as falhas. Se uma regra fixa resolve uma categoria recorrente de erro, use-a em vez de pedir ao modelo que raciocine sobre ela toda vez.

## Um caminho sensato para mais autonomia

Comece com recomendações ou rascunhos para revisão. Acrescente uma ação específica quando seus critérios de aceitação, autorização e recuperação tiverem sido demonstrados.

Aumentar a autonomia muda o risco do produto; não é apenas uma configuração do modelo. Repita as avaliações relevantes quando mudarem o modelo, as ferramentas, as instruções ou os sistemas conectados.

Para um experimento concreto com interfaces tipadas e executores paralelos, veja [nosso workflow de criação de jogos e os resultados jogáveis](/pt-BR/blog/replicating-fable-with-opus). Para escolher primeiro o problema de negócio, leia [o guia operacional de agentes](/pt-BR/blog/what-are-ai-agents).

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